Há dias que me sinto no deserto, no meio do nada, sem água.
Eu, a areia e o sol que resseca toda porcentagem existente de água em meu corpo, e com o tempo demostra ser não um fenômeno natural que enfeitiça meus olhos, mas sim um inimigo traiçoeiro. Dizem que a mulher foi feita para amar e ser amada, um ser doce, divino. Eu quando fui crescendo, percebi que tinha esse dom de amar como qualquer outra, mas era diferente, exagerado! É...
Eu, a areia e o sol que resseca toda porcentagem existente de água em meu corpo, e com o tempo demostra ser não um fenômeno natural que enfeitiça meus olhos, mas sim um inimigo traiçoeiro. Dizem que a mulher foi feita para amar e ser amada, um ser doce, divino. Eu quando fui crescendo, percebi que tinha esse dom de amar como qualquer outra, mas era diferente, exagerado! É...
O tempo passa e nós vamos percebendo que esse mundo é como quem fere a carne para deixar cravada uma tatuagem.
Tem dias que me sinto triste por nenhum motivo, sentindo falta daquele meu eu romântico, me deixando absolutamente sem inspiração, solitária, no cenário áspero e agreste desta vida.
Querem me enlouquecer, me esquartejar com suas inquietações mais agudas.
Mas que boba sou eu, é apenas fundamentos da existência humana, que tentam furar o meu bloqueio para o modismo vulgar.
Sou apenas uma desprotegida em horas de decadência, vivendo em um inferno sem fogo, sem docilidade, obrigada a presenciar toda a raça humana a se debruçar sobre o abismo da sobrevivência natural carregando pequenos infernos sob suas carcaças de sujeitos que se dizem ser civilizados e pensantes.
Oh meu Deus! Se me queres na inutilidade de vossa crença, devolva-me a doce ilusão do perfeito, estou em um mundo opressivo, como uma cortina que barra toda a possibilidade de luz. Quero de volta a minha poesia, a venda que não me deixa ver os meios que me furtam o sentimentalismo e a piedade.
Quero apenas ouvir violinos que sublinham uma peça musical.
Querem me enlouquecer, me esquartejar com suas inquietações mais agudas.
Mas que boba sou eu, é apenas fundamentos da existência humana, que tentam furar o meu bloqueio para o modismo vulgar.
Sou apenas uma desprotegida em horas de decadência, vivendo em um inferno sem fogo, sem docilidade, obrigada a presenciar toda a raça humana a se debruçar sobre o abismo da sobrevivência natural carregando pequenos infernos sob suas carcaças de sujeitos que se dizem ser civilizados e pensantes.
Oh meu Deus! Se me queres na inutilidade de vossa crença, devolva-me a doce ilusão do perfeito, estou em um mundo opressivo, como uma cortina que barra toda a possibilidade de luz. Quero de volta a minha poesia, a venda que não me deixa ver os meios que me furtam o sentimentalismo e a piedade.
Quero apenas ouvir violinos que sublinham uma peça musical.
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