Uma poesia antiga na insônia de sábado
Me fez refletir sobre acontecimentos rotineiros
Tão normais que as faces ficam impassíveis
Preocupadas apenas com julgamentos alheios
O poeta foi expulso da cidade
Hoje ninguém vê que a criança tem fome
Seu olhar disse: o mundo age sem piedade
E eu nem sequer sabia o seu nome
Hoje as pessoas só olham a palma da mão
Não se compadecem pela conversa amargurada
Estariam interessadas no assunto de antemão
Com a pessoa em outro lugar conectada
O catador rejeitado desabafa seu perecer
Disse que a vida de boa, trouxe decepção
Fala que trabalha pra não enlouquecer
Amargurado e sem rumo, condenando a solidão