Eu olho pra imensidão do céu
a procura de uma fuga para o infinito
Uma fuga que me faça viver em êxtase
com sublimes feições extraterrestres a me contemplar
Inteligível como frase sem crase
Mas tudo se curva diante do caótico mundo
que insiste em me abominar
Tento libertar os pensamentos de forma nítida no claustro acolhedor
Pois meu mundo anseia euforia
Mas não! Martírio, dor... hoje até Nietzsche me consolou
Por fim, apago até a próxima dinastia
No outro dia a mandala da embriaguez me distrai
Eu olho pra imensidão do meu ser e um grande vazio me esvai.