Fala. Falar. Falo. Eu falo, tu falas, ele fala, nós falamos, vós falais, eles falam. Do latim: Fabulere, que vem de fábula, que quer dizer "rumor, diz-que-diz, conversa familiar, lenda, mito, conto".
Eu não gosto de falar. Na maioria das vezes quando estou com pessoas, eu aprecio o momento que elas estão se sentindo a vontade para falar incessantemente sobre si mesmas. Na verdade, eu gostaria de ser assim. Eu acho que isso acontece pelo simples fato de não me conhecer. Escrever é uma ótima forma de se conhecer, pois o que eu escrevo é exatamente o que eu quero e penso. Não é outra pessoa que está pedindo para eu escrever. O que eu penso eu escrevo neste momento.
Além de não me conhecer muito, pode ser também pela falta de prática. E também falar dá preguiça. Tem que ter uma lógica o que você vai falar. Início, meio e fim. Tem que ter cuidado com a entonação. Dicção. É uma formulação básica e fílmica o que você tem que produzir mentalmente para poder reproduzir verbalmente para o ouvinte permanecer interessado no que você fala. Um dos meus objetivos para esse ano era interagir mais.
Eu acho que falhei miseravelmente. Eu sou uma péssima companhia. Eu acho! Das poucas pessoas amigas que permanecem na minha vida, permanecem pelo cuidado e pelo interesse que temos umas com as outras. Eu fico feliz quando uma delas está feliz ou quando conquista alguma coisa. Porém, a vida adulta afasta. É muito difícil sair por sair. Hoje em dia, para sair é necessário um motivo. E muitas vezes a saída não sai como o esperado. As conversas nesses encontros não precisam de regras. A gente fala, a gente escuta, a gente é feliz.
Por vezes eu tento falar o que quero ou apenas reproduzo pequenos efeitos verbais que surgem coletivamente com o intuito de aniquilar o vazio constrangedor que fica suspenso no ar, como "tá calor hoje né? ou o natal tá chegando". Eu seguirei tentando e ouvindo dos que tem a falar.
Falemos!
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