segunda-feira, 13 de julho de 2015

Cotidiano vazio

Eu olho pra imensidão do céu 
a procura de uma fuga para o infinito

Uma fuga que me faça viver em êxtase
com sublimes feições  extraterrestres a me contemplar

Inteligível como frase sem crase
Mas tudo se curva diante do caótico mundo 
que insiste em me abominar

Tento libertar os pensamentos de forma nítida no claustro acolhedor
Pois meu mundo anseia euforia

Mas não! Martírio, dor... hoje até Nietzsche me consolou
Por fim, apago até a próxima dinastia

No outro dia a mandala da embriaguez me distrai
Eu olho pra imensidão do meu ser e um grande vazio me esvai.

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